Ministérios no governo de Jair Bolsonaro deve chegar a 23

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O anúncio, ontem, de três novos nomes para ocupar ministérios — do Desenvolvimento Regional, da Cidadania e do Turismo —, no próximo governo, elevou para 19 o número de representantes na Esplanada. Inicialmente, a intenção do presidente eleito, Jair Bolsonaro, era reduzir para 15 a quantidade de pastas, que soma hoje 29, o que não se concretizou. Ainda restam áreas a serem preenchidas, o que de fazer o total chegar a 23 ministérios.

O deputado Osmar Terra  (MDB-RS), que foi ministro de Desenvolvimento Social do governo de Michel Temer, assumirá o Ministério da Cidadania. Bolsonaro também indicou um representante do próprio partido para comandar o Ministério do Turismo. O ocupante do cargo será o deputado federal Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG). O terceiro nome divulgado é o de Gustavo Henrique Rigodanzo Canuto, servidor efetivo do Ministério do Planejamento. Ele será responsável pelo Ministério do Desenvolvimento Regional. Os anúncios foram feitos no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde ocorrem os trabalhos da equipe de transição do governo.

Apesar da promessa do presidente eleito, a mudança deve ser menos drástica do que o esperado. A contagem engloba o Banco Central e a Advocacia-Geral da União (AGU), que têm status de ministério. Há indefinições ainda sobre outras pastas, como Meio Ambiente, Minas e Energia, Direitos Humanos e Trabalho. Segundo Bolsonaro, os anúncios devem ser feitos na próxima semana, o que representa novo recuo do futuro governo, pois o compromisso era de divulgação de todos os nomes ainda neste mês.

Durante a tarde de ontem, dezenas de parlamentares foram ao CCBB defender nomes para ocupar as novas pastas. A escolha de Álvaro Antônio foi negociada com a Frente Parlamentar em Defesa do Turismo, da qual faz parte. A ideia é que ele utilize o cargo para ajudar a criar “emprego e renda”. “Vai buscar desenvolver esse círculo de comércios e negócios tão virtuoso em que o Brasil possui grandes oportunidades”, afirmou Onyx Lorenzoni, futuro chefe da Casa Civil.

O representante do Turismo é o segundo ministro filiado à legenda do presidente a ser anunciado para um cargo na Esplanada, seguido do futuro ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno. O PSL reivindicava maior espaço no governo. Álvaro Antônio, no entanto, se disse representante da frente parlamentar que o indicou. “(Minha indicação) Não contempla nenhum partido e nenhum estado”, enfatizou.

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