Paulo Guedes diz que Caixa vai rever uso do FI-FGTS

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou que a Caixa vai reavaliar onde são usados os recursos do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FI-FGTS). A revisão será uma das primeiras medidas da nova gestão, adiantou o chefe da equipe econômica, na cerimônia de transmissão de cargo para o novo presidente da instituição, Pedro Guimarães, na tarde desta segunda-feira (7/1).

“Uma das primeiras coisas que vamos fazer é pegar esse FI e reavaliar isso tudo. Se vai uma parte para infraestrutura, tem que ser com ênfase mais em conectividades, que deem retorno para a Caixa do que simplesmente ficar abastecendo campeões nacionais, empresas que têm muita influência política”, disse Guedes. Segundo o ministro, o fundo “andou irrigando coisas que não era para irrigar”.

Guedes também criticou as gestões anteriores, marcadas pela ingerência política na instituição. A Caixa recentemente “se perdeu”, mas, agora, está sendo recuperada, disse. Disse que, muitas vezes, bastava “uma ligação política, uma conversa lá na Caixa, e o sujeito saia com R$ 1 bilhão de crédito”. “Está errado e não será tolerado”, enfatizou.

O ministro também garantiu que “não será tolerada a compra de influência através de publicidade desnecessária”, nem o uso de recursos públicos “em direção equivocada”, sem nenhum benefício social nem retorno econômico para a empresa.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), esteve reunido, nesta segunda-feira (7), com parte da nova Bancada do Maranhão no Congresso. Entre os parlamentares presentes, estava o deputado federal reeleito, Rubens Pereira Jr (PCdoB), que destacou a importância do diálogo.

Ao fim do encontro, Rubens Jr afirmou que esta foi a primeira de uma série de reuniões com deputados que pretendem ocupar a presidência da Câmara. “Receberemos todos os candidatos que quiserem visitar o Maranhão. O PCdoB ainda está no momento de discutir internamente qual candidato irá apoiar”, disse o parlamentar.

A eleição para presidência da Câmara e demais cargos na Mesa Diretora ocorre no dia 1º de fevereiro de 2019, logo após a posse dos deputados da próxima legislatura. Para ser eleito presidente, o candidato precisa da maioria absoluta dos deputados, ou seja, 257 – a metade mais um dos 513.

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