“O dia em que a terra parou”

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Como na canção de Raul Seixas, virilizada na internet por esses dias, nos filmes sobre epidemia, conspiração e fim do mundo, estamos diante do que poderá ser um cenário comum daqui para frente. A quem acredite em conspiração! O fato é que estamos diante de uma realidade, que já está acontecendo na economia e no hábito global. Diante dos fatos, resta nos prevenir, principalmente na próxima semana, quando novos casos irão surgir.

Ficar em casa e acompanhar os noticiários não é umas das melhores opções, a não ser que resolva ficar paranoico. Já sabemos o que fazer, agora é só fazer. Apesar de estar enclausurado em casa, saí uma única vez para ir ao supermercado, onde pude notar inúmeras imprudências por parte da população de São Luís.

Era comum ver idosos, crianças e aglomeração nos caixas dos supermercados, que formavam um amontoado de pessoas próximas uma das outras. Muitos caixas e atendentes sem máscaras. Esses sim devem usar, pois tem contato com diversas pessoas durante o dia todo. Algumas pessoas já demostram pânico, com luvas, máscaras e rejeição social.

Um pequeno manual que vem circulando nas redes sociais adverte dos cuidados para ir ao supermercado, como: ir às compras apenas 1 pessoa por família; grupos de risco e idosos devem evitar; não levar crianças as compras; mantenha-se pelo menos 1 metro de distância das outras pessoas; se tossir ou espirrar cubra a boca com o antebraço e pagar preferencialmente com o cartão e não com o dinheiro. Claro que nem todo mundo dispõe de cartão, mas os que dispõe já pode tornar isso viável.

Relembrando a Gripe Espanhola, em 1918, considerada a mãe das epidemias, a única e poderosa arma contra ela era a higiene pessoal. Ela matou de 50 a 100 milhões de pessoas de 1918 a 1919. Esse número representa mais mortes do que o montante provocado pelas duas grandes guerras juntas. Foi e ainda é a maior pandemia de que se tem notícia. E o Brasil não passou ileso por ela. Por aqui foram cerca de 35 mil óbitos, entre eles o do presidente da época, Rodrigues Alves (1848-1919).

Conspiração

Quanto as conspirações em torno do assunto, não se pode ignorar a tensão entre as duas potencias mundiais, que trocaram acusações esta semana.  O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se referiu, em seu pronunciamento, a epidemia como “vírus chinês”. Já as autoridades chinesas divulgaram teorias sobre uma suposta conspiração apontando que o coronavírus foi levado para a China pelos militares americanos.

Na tuitadas em mandarim e inglês, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Zhao Lijian, sugeriu que o “paciente zero” na pandemia global pode ter vindo dos Estados Unidos – não da metrópole chinesa de Wuhan, onde os primeiros casos foram relatados no final de 2019.

“Pode ser que um militar dos EUA tenha trazido a epidemia para Wuhan. Seja transparente! Torne públicos seus dados! Vocês nos devem uma explicação”, tuitou Zhao, conhecido por suas declarações provocadoras nas mídias sociais. No Brasil, outro político conhecido por declarações provocadoras, filho do presidente da República, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, comparou a atuação do regime chinês no combate à Covid-19 ao episódio do acidente nuclear de Chernobyl, na antiga União Soviética, causando um mal-estar nas relações com a China, país do qual o Brasil tem fortes e dependentes laços econômicos.

Meio a guerra das verdades e mentiras, vale a pena lembrar que é fake: A vacina canina mostrada em vídeo se destine ao novo coronavírus humano; que o novo coronavírus não resiste ao calor e à temperatura de 26ºC ou 27ºC; que fazer gargarejo com água morna, sal e vinagre elimina o coronavírus; que soroterapia combate o coronavírus e que Israel já tem uma vacina contra o novo coronavírus…  Ficar informado é talvez a melhor maneira de combater as modernas epidemias.

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