OMS aponta transmissão em alta velocidade no Brasil e defende isolamento

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A Organização Mundial da Saúde alertou para a transmissão “intensa” do coronavírus no Brasil e pediu que medidas de distanciamento social sejam aplicadas no país para frear o “fogo no mato”. Para a entidade, o vírus não irá desaparecer sozinho. A declaração foi feita pela entidade nesta segunda-feira. O Brasil é, desde a semana passada, o segundo país em número de casos no mundo.

“Em muitos países, quando chega a um certo nível, ele se move como fogo de mato. Isso acontece na China, em Wuhan, aconteceu em alguns países da Europa e agora está ocorrendo no Brasil”, disse Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. “Por isso, precisamos fazer tudo para desacelerar e isso é com medidas sociais. Precisamos ser o mais agressivo possível”, declarou. Há um embate sobre o distanciamento social no Brasil. O governo federal defende o chamado isolamento vertical, em que são tiradas de circulação apenas pessoas dos chamados “grupos de risco” —acima de 60 anos e ou com comorbidades mais suscetíveis à doença, como cardiopatias e diabetes. Os governos estaduais têm implementado quarentenas, restrição de circulação de veículos e até mesmo lockdown.

“A transmissão é bem intensa [no Brasil]”, disse Michael Ryan, diretor de operações da OMS. Segundo ele, governos precisam fazer “tudo o que podem” para frear essa proliferação. De acordo com Ryan, governos que não usaram o distanciamento amplo garantiram uma resposta com amplos testes e isolamento de casos. Ele admite que as quarentenas podem ter profundo impacto social. “Mas pode não haver alternativa”, disse, apontando para situações de países sem a capacidade de testar e isolar.

“Nesse momento, salvo se tem uma tremenda capacidade de testar, é difícil ver com uma transmissão muito intensa pode ser suprimida sem uma parte de medidas (de distanciamento)”, afirmou. “No Brasil, muitos dos estados estão tentando implementar medidas. Não é que não estejam implementando. eles estão. Há variação. É necessário uma estratégia ampla envolvendo toda sociedade e governo”, disse Ryan, adotando um tom diplomático para não citar o governo federal. (Agencia Folha)

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