Nos EUA, Weintraub agradece as pessoas que ‘agiram’ para que ele ficasse longe do Brasil

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Aos que “ajudaram a chegar em segurança aos Estados Unidos…Seja aos que agiram diretamente (foram dezenas de pessoas) ou aos que oram por mim”, publicou em seu Twitter o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub, nesta segunda-feira (22/6).

Weintraub saiu do Brasil rumo aos EUA na última sexta-feira (21) antes mesmo que a sua exoneração do cargo fosse publicada no Diário Oficial da União (DOU) – ou seja, entrou no país da América do Norte ainda como autoridade brasileira, com passaporte diplomático. A sua saída do MEC foi anunciada na quinta-feira (20), um dia antes de deixar o país.

A sua exoneração, no entanto, só foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) depois que ele já estava nos EUA, no sábado (20), pouco antes do meio dia. Além disso, a entrada de brasileiros nos EUA foi restrita pelo governo de Donald Trump desde o fim de maio, devido à pandemia. A restrição vale também para estrangeiros que tenham passado pelo Brasil 14 dias antes de tentar entrar no país de Trump.

A ida rápida de Weintraub ao outro país gerou grande alvoroço no Brasil, uma vez que o ex-ministro está em dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). Em um deles, ele é investigado por suspeita de racismo contra chineses. No último dia 4, ele foi à sede Polícia Federal, em Brasília, depor no âmbito do inquérito. Na ocasião, entregou apenas um documento, com informações por escrito, e não respondeu às perguntas dos investigadores.

Inqueritos contra Weintraub 

O inquérito foi aberto a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) devido a uma publicação feita por ele no Twitter na qual ele satiriza a forma como os chineses falam a Língua Portuguesa. O ex-ministro publicou em abril deste ano um texto no qual trocou o R pelo L junto com uma imagem do gibi “A Turma da Mônica”, que tem um personagem que troca as letras. No texto, ele ainda insinua que a China sairá fortalecida da pandemia. Weintraub apagou a publicação.

O ex-ministro também está no inquérito das fake news, no STF, que investiga ameaças, ofensas e informações falsas contra ministros da suprema Corte. Ele foi incluído no inquérito após divulgação de vídeo de reunião ministerial do dia 22 de abril ser divulgado. Na reunião, ele disse que “botava esses vagabundos todos na cadeia, começando no STF”.

Ao anunciar a saída do MEC, em um vídeo gravado ao lado do presidente Jair Bolsonaro, Weintraub disse que foi indicado a uma cadeira no Banco Mundial, cuja sede fica em Washington, nos Estados Unidos.

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