Brasil e EUA lideram números recorde de contágios em 24h

Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou, entre sábado e ontem, 230.370 novos casos de covid-19. Em aceleração, pandemia leva Espanha e África do Sul a retomarem medidas de confinamento. Estados Unidos, Brasil e Índia somam o maior número de infecções

Entre sábado e ontem, 230.370 pessoas contraíram o novo coronavírus em todo o mundo — recorde de infecções diárias registrado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Até o fechamento desta edição, os números de contágios e de mortes chegavam, respectivamente, a 12.866.958 e a 568.003.

Estados Unidos (3.302.194), Brasil (1.864.681) e Índia (849.553) figuram entre as nações com mais casos de covid-19. A quantidade de óbitos a cada 24 horas se mantém estável no patamar dos 5 mil. Com a pandemia em aceleração, países e estados que ensaiaram uma reabertura das atividades econômicas viram-se forçados a retornar ao isolamento.

A África do Sul decidiu impor toque de recolher noturno e suspender a venda de álcool, em meio a uma recidiva do novo coronavírus. “À medida que avançamos para o pico de infecções, é vital não sobrecarregar nossas clínicas e hospitais com lesões associadas ao álcool, que poderiam ter sido evitadas”, declarou o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa. O país soma 264.184 casos de covid-19 e 4.079 mortes.

Nos Estados Unidos, a Flórida também registrou um recorde: 15.229 contágios pelo novo coronavírus em um dia, superando a marca da Califórnia, de 11.694, na última quarta-feira. O governador da Flórida, o republicano Ron DeSantis, antecipou-se a outros estados norte-americanos e reabriu a economia em 4 de maio. Entre terça-feira e ontem, mais de 55,8 mil pessoas foram diagnosticadas com o Sars-CoV-2, o vírus causador da covid-19.

“O governador não levou a pandemia a sério. Demorou demais para fechar as coisas e as reabriu muito cedo. Também não exigiu o uso de máscaras em todo o estado”, acrescentou o coordenador na Flórida da organização United We Dream, Thomas Kennedy Kennedy. Em entrevista ao Correio, Mark Schleiss, pesquisador do Instituto de Virologia Molecular da Universidade de Minnesota, afirmou que considera impressionante o fato de alguns países terem ignorado a ciência e transformado a pandemia em assunto político.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apareceu em público neste final de semana usando uma máscara pela primeira. O republicano visitou o hospital militar Walter Reed, em Bethesda (Maryland). Pouco depois, ao retornar à Casa Branca, Trump foi confrontado por jornalistas, que o questionaram sobre a mensagem por trás do uso da máscara. “Eu provavelmente terei uma máscara. Quando você está em um hospital, especialmente daquele tipo, onde você fala com vários soldados e pessoas que acabaram de sair da sala de cirurgia, acho ótimo usar máscara. Nunca fui contra máscaras, mas acredito que elas têm hora e lugar”, disse o magnata.

 

 

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