Sem aperto de mão, Zé Gotinha dá recado ao presidente Bolsonaro

Presidente Jair Bolsonaro durante a apresentação do Planao nacional de Operacionalização da Vacina contra a Covid-19, no Palácio do Planalto. Sérgio Lima/Poder360 16.12.2020

O governo o Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a covid-19, lançado na manhã desta quarta-feira (16/12), teve mais um episódio pitoresco que alimentou as redes sociais na tarde de hoje, o personagem das campanhas de vacinação infantil contra poliomielite, Zé Gotinha, presente no evento ocorrido no Palácio do Planalto, se esquivou de um aperto de mão do presidente Jair Bolsonaro, causando um certo constrangimento entre o ministro e o presidente.

Ao ver o mascote indo a seu encontro, o presidente estendeu a mão, mas em vez de retribuir o gesto, Zé Gotinha fez um sinal de positivo. O mandatário então fez uma aproximação e deu tapinhas nas costas do personagem. Outro fato que chamou a atenção foi que o personagem era um dos poucos fazendo uso da máscara no evento, em meio a aglomeração de ministros, governadores e parlamentares.

Ainda durante o evento, Bolsonaro adotou um tom ameno e disse que se houve “extrapolações ou exageros”, foi no intuito de encontrar uma solução para o problema da pandemia que assola o mundo. Após colocar em dúvida a eficácia e a segurança de imunizantes e exigir a assinatura de um termo de responsabilidade para quem os tomasse, o mandatário afirmou que está ‘irmanado’ com governadores e que o Plano lançado nesta quarta, no qual está incluso a CoronaVac, é a melhor alternativa contra a pandemia.

Na terça, o chefe do Executivo voltou a dizer que “não tomará a vacina e ponto final”. “Eu, Jair Bolsonaro, não sou contra a vacina. Mas sou plenamente favorável a esse tratamento que nós temos no Brasil. Eu não posso falar como cidadão uma coisa e como presidente outra. Mas, como sempre, eu nunca fugi da verdade, eu te digo: eu não vou tomar vacina. E ponto final. Se alguém acha que a minha vida está em risco, o problema é meu. E ponto final”, declarou.

Bolsonaro alegou que um dos ônus da imunização é de que a vacina precisa ser aplicada novamente após algum tempo. Ele defendeu também que aqueles que não desejam tomar a vacina devem ter suas escolhas respeitadas.

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