Conselho Nacional de Saúde sugere mudar foco da vacinação em idosos e direcionar aos mais jovens

A pandemia vem ganhando novos contornos e afetando faixas etárias mais jovens no Brasil

“Plano de Vacinação contra a Covid-19 que o Brasil precisa na perspectiva de vacina para todas e todos, já!”, é a Nota Técnica publicada, no dia 8 de abril, pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) que traz diversas orientações e recomendações ao Ministério da Saúde e governo federal para que atualize o Plano de Vacinação Contra a Covid-19. Dentre as diretrizes abordadas, o CNS afirma que a pandemia, no seu atual estado, tem afetado principalmente jovens de 30 a 49 anos, a partir de dados fornecidos pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Com a atual situação do Brasil em relação à pandemia da Covid-19, com o número de casos explodindo e com a escassez do número de doses de vacinas para imunizar a população, o CNS, com a contribuição de especialistas, tem aprofundado a discussão sobre as estratégias de vacinação implementadas no país, considerando dados que sugerem mudanças epidemiológicas no perfil de casos graves e de óbitos decorrentes da doença, além de dados que apontam para obstáculos de acesso à vacinação para parcelas da população.

O documento expressa a série de considerações feitas pelo CNS com objetivo de contribuir para a ampliação do plano de vacinação contra a Covid-19, na perspectiva de vacina para todas e todos, imediatamente pelo SUS com toda a logística e recursos necessários. “O Brasil tem 2,7% da população mundial, mas já concentrou 10,8% das mortes no mundo em decorrência da Covid-19 desde o início da pandemia, sendo que nas últimas duas semanas o Brasil concentrou 25% dessas vidas perdidas”, disse Pedro Hallal, epidemiologista, em 25 de março, durante reunião com o Comitê CNS de Acompanhamento à Pandemia de Covid-19.

Pandemia afeta mais jovens

Dentre as medidas propostas, a Nota do CNS recomenda que se altere o perfil epidemiológico da pandemia no país. “Sem controle da transmissão e com um ritmo de vacinação lento, o Sars-CoV-2 encontra um ambiente perfeito para se multiplicar e ampliar o risco das mutações/variantes potencialmente mais perigosas e para as quais a população não vai estar protegida, e a vacina talvez já não funcione, o que pode ser vantajoso para o vírus. A celeridade da vacinação é fundamental para romper as circulações das variantes já conhecidas e o surgimento de novas. A concentração de casos nas idades mais avançadas tem reduzido, deslocando-se para idades mais jovens”, diz o texto.

Em Boletim, divulgado em 26 de março de 2021, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta que “o país se encontra em uma situação de colapso do sistema de saúde, ao mesmo tempo que a pandemia vem ganhando novos contornos afetando faixas etárias mais jovens: 30 a 39 anos, 40 a 49 anos e 50 a 59 anos. Ao analisar essas faixas etárias, da Semana Epidemiológica 1 até a Semana 10 de 2021 (7 a 13 de março), os pesquisadores observaram um aumento de casos de, respectivamente, 565,08%, 626% e 525,93%”.

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