Polícia indicia suspeito de matar Marielle por tráfico de armas

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A Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), do Rio de Janeiro, indiciou o policial militar reformado Ronnie Lessa por tráfico internacional de armas. Uma filha dele também foi indiciada.

Lessa está preso desde março do ano passado, acusado de matar, junto com o ex-PM Élcio de Queiroz, a vereadora Marielle Franco e o motorista dela, Anderson Gomes, um ano antes, no Rio.

De acordo com o delegado da Desarme, Marcus Amim, Lessa comprava, pela internet, peças de armas da China e enviava o produto para sua filha, nos Estados Unidos. Lá, segundo a polícia, a embalagem original era trocada e as peças eram exportadas ao Brasil como “peças de metal”, para enganar a fiscalização aeroportuária.

No Brasil, Lessa juntava as peças e vendia as armas para milicianos e quadrilhas responsáveis pela comercialização de drogas em comunidades. Segundo a Polícia Civil, o esquema funcionava desde 2014. (Agência Brasil)

MEC informa que resultado do Sisu sairá amanhã

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Em todo país, mais de 814 mil estudantes estão na expectativa pelo resultado da primeira chamada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que sai amanhã (14). Segundo o Ministério da Educação (MEC), mais de 50% desses estudantes – 424.991 mil – disputam 51.924 mil vagas ofertadas em 57 instituições públicas de educação superior do país. O período para matrícula da chamada regular será de 16 a 21 de julho.

Além dos cursos de graduação presenciais, o Sisu vai ofertar vagas na modalidade a distância (EaD). Além de terem feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2019, os interessados não podem ter zerado a redação. Estudantes que fizeram o exame na condição de treineiros também não podem participar.

Segundo o Ministério da Educação, o Sisu foi desenvolvido para selecionar os candidatos às vagas das instituições públicas de ensino superior que usarão a nota do Enem como única fase de seu processo seletivo.

De acordo com o edital do Sisu, a ordem dos critérios para a classificação de candidatos é a seguinte: maior nota na redação, maior nota na prova de linguagem, códigos e suas tecnologias; maior nota na prova de matemática e suas tecnologias; maior nota na prova de ciências da natureza e suas tecnologias e maior nota na prova de ciências humanas e suas tecnologias.

Lista de espera

O candidato que não foi selecionado em uma das duas opções, em primeira chamada, deverá manifestar seu interesse em participar da lista de espera, por meio da página do Sisu na internet, entre os dias 14 e 21 de julho.

A partir daí, basta acompanhar as convocações feitas pelas instituições para preenchimento das vagas em lista de espera, observando prazos, procedimentos e documentos exigidos para matrícula ou para registro acadêmico, estabelecidos em edital próprio da instituição, inclusive horários e locais de atendimento por ela definidos.

Prefeito de Imperatriz é acusado de nepotismo pelo Ministério Público do Maranhão

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Assis Ramos, prefeito de Imperatriz, sua esposa, Janaína Lima de Araújo Ramos e o cunhado da esposa, Dorivan da Mota Bandeira, foram denunciados pelo Ministério Público do Maranhão por prática de nepotismo. A Ação Civil Pública foi proposta na semana passada (7/07) pela 1ª Promotoria de Justiça Especializada de Probidade Administrativa de Imperatriz.

A Ação, segunda a promotoria, foi motivada por denúncias de que parentes do prefeito Assis Ramos e ligadas ao círculo de amizades dele estariam ocupando cargos na administração pública sem qualificação exigida em lei.

Janaína Lima de Araújo Ramos ocupa o cargo de secretária municipal de Desenvolvimento Social de Imperatriz, fato já questionado anteriormente pelo Ministério Público. O cunhado de Janaína, Dorivan da Mota Bandeira, é o diretor do Matadouro Municipal desde janeiro de 2017 e recebe remuneração aproximada de R$ 4.200,00.

A representação informou que todos os irmãos de Dorivan, que é casado com Jamaica Lima Araújo, irmã de Janaína Ramos, também foram nomeados para cargos comissionados na Administração Pública Municipal, circunstância que revela, além de nepotismo, quebra do princípio da impessoalidade na escolha de servidores públicos municipais.

As investigações, que levaram em conta buscas no Portal da Transparência e em bancos de dados de acesso restrito, revelaram que três irmãos e um sobrinho de Dorivan detêm cargos em secretarias diversas da administração.

Daiane da Mota Bandeira Oliveira é irmã de Dorivan e está lotada na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social no cargo de diretora de departamento, recebendo a quantia de R$ 2.220,00. Com o mesmo grau de parentesco, Ilsivan da Mota Bandeira está lotado na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, também no cargo de diretor de Departamento, pelo qual recebe salário no valor de R$ 1.764,00.

Também irmão de Dorivan, Josivan da Mota Bandeira, está lotado na Secretaria Municipal de Infraestrutura no cargo de diretor executivo e ganha R$ 4.286,00. Sobrinho de Dorivan, Divinilson da Mota Bandeira está à disposição da Secretaria Municipal de Agricultura e recebe remuneração em torno de R$ 1.300,00.

Durante o levantamento das informações também verificou-se que Magvânia do Carmo Bandeira, esposa de Ilsivan Bandeira e cunhada de Dorivan, exerceu o cargo de diretora de departamento na Secretaria Municipal de Administração e Modernização entre abril de 2017 e junho de 2018.

Após a colheita de informações, todos os investigados prestaram depoimento à Promotoria de Probidade Administrativa. Nas declarações, os depoentes confirmaram a relação de parentesco que possuem entre si e afirmaram que nunca haviam desempenhado outra função no serviço público nem demonstraram ter capacidade técnica que os qualificasse para o exercício dos cargos públicos para os quais foram nomeados.

O MPMA pede à Justiça concessão de medida liminar para o afastamento de Dorivan da Mota Bandeira, Ilsivan da Mota Bandeira, Josivan da Mota Bandiera, Daiane da Mota Bandeira e Divinilson Silva Bandeira, dos cargos públicos que ocupam no Município, com nulidade das nomeações.

A ACP pede também a condenação do prefeito Francisco de Assis Andrade Ramos, Janaína Lima de Araújo Ramos e Dorivan Mota Bandeira, de acordo com a Lei de Probidade Administrativa, com a perda da função pública, suspensão de direitos políticos por cinco anos, pagamento de multa civil de até cem vezes o valor da remuneração recebida pelos agentes, dentre outras sanções

‘Estabelecimentos’ são interditados pelo descumprimento da portaria de combate e prevenção à Covid-19 em São Luis

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Neste domingo, dois estabelecimentos foram interditados pelo descumprimento da portaria n° 42, um posto de combustível na Cohab e um restaurante na Praia da Guia.

Outros bares e restaurantes também foram vistoriados, ontem (12), na Praia da Guia, por equipes da Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Vigilância Sanitária Estadual, Polícia Militar, agentes do Procon e Corpo de Bombeiros. A ação de combate e prevenção à Covid-19 visa garantir o cumprimento dos decretos que regulamentam a retomada das atividades.

“O objetivo da ação foi verificar o cumprimento da portaria da Casa Civil que regulamenta o funcionamento dos bares e se eles estão respeitando cada uma das regras como o distanciamento das mesas, a higienização, o uso dos EPIs pelos funcionários, o controle de entrada para atender o limite de 50% da capacidade para evitar que a doença se dissemine”, afirmou João Nery Silva Costa, chefe de departamento do serviço de saúde da Vigilância Sanitária Estadual.

As fiscalizações têm o objetivo de verificar o cumprimento da Portaria nº 42, de autoria da Casa Civil do Maranhão, que estabelece regras para conter a disseminação da doença mesmo com a retomada das atividades.

Segundo a portaria, durante a retomada dos serviços, bares, restaurantes e estabelecimentos similares devem dispensar guardanapos de papel devidamente protegidos ou embalados, assim como os de tecido que devem ser levados ao cliente após ele ter ocupado a mesa. Os espaços deverão ser higienizados sempre que outras pessoas precisarem usar, assim como será exigida a troca das toalhas sem a opção de reaproveitamento. (informações da Secom Governo)

Sancionada lei que obriga condomínios a comunicar violência doméstica

A33B0C2AC2F7F86215196B5EE1A0B74D6F9E_vioplenciaO governador Flávio Dino Sancionou lei aprovada pela Assembleia Legislativa do Maranhão obrigando condomínios residenciais a comunicar à polícia casos de violência doméstica contra mulheres, crianças, adolescente e idosos.

A lei, de autoria da deputada Daniella Tema, vale para os condomínios residenciais em todo o Maranhão. A comunicação deve ser feita pelos síndicos ou administradores. O relato deve ser realizado sempre que houver ocorrência ou indício de violência doméstica ou familiar.

A comunicação deve ser feita até 24 horas após a ciência do fato. Os condomínios deverão afixar cartazes, placas ou comunicados divulgando a obrigatoriedade de fazer a denúncia. O descumprimento da lei inclui advertência e, em caso de reincidência, multa entre R$ 500 e R$ 10 mil.

Denúncia

As denúncias de violência doméstica podem ser feitas pelo telefone 100, pelo telefone 180, pelo telefone 190 e pela Delegacia Online (https://delegaciaonline.ssp.ma.gov.br), entre outros canais.

Deputado denuncia aumento dos preços de materiais de construção no Maranhão

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O deputado estadual Marcos Caldas (PTB) denunciou, na sessão plenária desta terça-feira (7), o aumento dos preços de materiais de construção, que ele considerou albusivos, principalmente os de tijolo, ferro e cimento. O parlamentar informou que o milheiro do tijolo, por exemplo, subiu mais de 30%, “sem qualquer motivo justificável”.

Caldas solicitou ao Procon/MA, à Comissão de Obras da Assembleia e ao Ministério Público Estadual que investiguem os preços praticados no setor da construção civil. No caso do tijolo, de acordo com o parlamentar, os valores subiram demasiadamente, mesmo o produto sendo fabricado no Maranhão, com matéria-prima local.

“Não há motivos para que o preço do tijolo aumente em cerca de 30%, assim como o valor do cimento também não se justifica. O ferro subiu em torno de 16%. Isso é um absurdo para um país que tenta sair de uma pandemia e de uma crise econômica. Os empresários, as fábricas e os distribuidores estão abusando”, afirmou.

Denúncias

O deputado garantiu que recebeu denúncias de compradores de materiais de construção, mas acrescentou que os preços abusivos estão sendo praticados também em outros setores da economia. “Isto porque tudo estava parado e somente agora as pessoas estão retomando seus projetos de construção, fato que levou a essa prática danosa para com os clientes, principalmente por parte dos distribuidores”, explicou.

Segundo o parlamentar, muita gente perdeu suas casas no inverno e não está podendo reconstruir, “porque as distribuidoras estão segurando o cimento”. “Primeiro, os abusos relacionavam-se aos preços dos equipamentos usados para combater a Covid-19. E agora, que as coisas começaram a voltar ao normal, os abusos se voltam para o setor da construção civil”, lamentou. (Agência Assembleia)

Carlos Bolsonaro após ação do Facebook: não ligo para ”lixo de fake news”

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O vereador Carlos Bolsonaro utilizou as redes sociais na manhã desta quinta-feira (9/7) para comentar sobre a ação do Facebook, que removeu contas falsas ligadas ao presidente Jair Bolsonaro, aos filhos e aliados. O filho número “02” do chefe do Executivo disse estar “cagando” para o que caracterizou como “lixo de fake news”. Sem dar maiores detalhes a respeito do que se referia, Carlos afirmou ainda que “aos poucos vai se retirando do que sempre explicitamente defendeu”.

“Totalmente ciente das consequências e variações. Aos poucos vou me retirando do que sempre explicitamente defendi. Creio que possa ter chegado o momento de um novo movimento pessoal. Estou cagando pra esse lixo de fake news e demais narrativas. Precisamos viver e nos respeitar!”, escreveu.

O vereador ainda completou que “surpresas virão”, mas novamente não esclareceu sobre o que se tratava: “Ninguém é insubstituível e jamais seria pedante de me colocar nesse patamar! Todos queremos o melhor para o Brasil e que ele vença! Apenas uma escolha pessoal, pois todos somos seres humanos! Seguimos! E surpresas virão! Não comemorem, escória!”.

O Facebook anunciou quarta-feira (8/7), que derrubou uma rede de fake news e perfis falsos ligadas ao PSL e a funcionários dos gabinetes do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) e dos deputados estaduais pelo PSL do Rio de Janeiro Anderson Moraes e Alana Passos. O anúncio foi feito numa ligação com jornalistas de diferentes países, incluindo do Brasil.

Foram identificadas 35 contas, 14 páginas, 1 grupo e 38 contas no Instagram. As páginas no Facebook tinham 883 mil seguidores, enquanto as contas no Instagram tinham 917 mil seguidores. 350 pessoas estavam no grupo.

Cometário do 03

Ainda ontem, o filho “03” de Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro também se manifestou sobre a ação e afirmou tratar-se de perseguição a perfis de direita. “Se tivéssemos 10% dessa organização certamente não estaríamos passando por isso. Defendo a liberdade de expressão a todos, lembrando que é cada vez mais notável a perseguição de redes sociais a perfis de direita, dentro e fora do Brasil, mesmo sem haver crime nos posts/perfis”, postou.

Por tomar cloroquina, Bolsonaro precisa fazer eletrocardiogramas todo dia

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Apesar de garantir que está “perfeitamente bem” no tratamento contra a covid-19, por tomar doses de hidroxicloroquina, o presidente Jair Bolsonaro precisa de avaliações cardiológicas devido ao uso do medicamento. Segundo o jornal O Globo, desde que foi diagnosticado com a doença, na última terça-feira, o mandatário teve de fazer duas baterias diárias de eletrocardiograma — exame que avalia a saúde cardiovascular e pode revelar anormalidades cardíacas — para monitorar possíveis efeitos colaterais da substância no coração.

O procedimento é uma orientação da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). A entidade não recomenda o uso da hidroxicloroquina no combate ao novo coronavírus, mas diz que “para os pacientes que optarem pela realização do tratamento, que sejam realizados eletrocardiogramas”.

De acordo com jornal, o monitoramento do coração de Bolsonaro tem sido diferente do que sugere a SBC. Pelas recomendações da instituição, os eletrocardiogramas para pacientes que são tratados à base de hidroxicloroquina devem ser feitos no primeiro, terceiro e quinto dias após a ingestão da primeira dose da substância, e não duas vezes por dia.

Bolsonaro voltou a dizer que está “muito bem”, graças à medicação. “Aos que torcem contra a hidroxicloroquina, mas não apresentam alternativas, lamento informar que estou muito bem com seu uso e, com a graça de Deus, viverei ainda por muito tempo”, afirmou nas redes sociais. Na publicação, voltou a dizer que não se pode “propagar o pânico” acerca da crise sanitária, pois isso “também leva à depressão e mortes”. Em estágio inicial da covid-19, ele aparenta não temer os efeitos da doença, mesmo sendo do grupo de risco, por ter 65 anos.

Para o diretor científico da Sociedade de Infectologia do Distrito Federal, José David Urbaez, o mandatário ter reagido bem à medicação é algo a se comemorar. No entanto, destacou ser necessário bastante cuidado. “Isso é uma droga cardiotóxica. Quem utilizar essa substância pode ter arritmias cardíacas malignas, que muitas vezes evoluem para óbito. A prescrição desse remédio não encontra respaldo científico e não tem eficácia contra a covid-19 comprovada”, alertou Urbaez.

Ele acrescentou que a doença pode ser perigosa depois da primeira semana de infecção. Apesar de ter sido diagnosticado há dois dias, o presidente tem sintomas há mais tempo. Na live da quinta-feira passada, na qual não usava máscara e era acompanhado por, pelo menos, seis pessoas, ele já estava tossindo. Depois, entre domingo e segunda-feira, teve dores musculares e febre. “É comum que a pessoa infectada persista com os sintomas, como dores musculares, febre e tosse seca, por algum tempo. Quando isso acontece, há uma piora entre o oitavo e o 12º dia, habitualmente”, destacou Urbaez.

Voluntários para testar vacina contra covid-19 poderão se inscrever por app

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Ao todo, 9 mil profissionais da saúde participarão dos testes, de maneira voluntária. O Instituto Butantan lançará, ainda esta semana, aplicativo de smartphone para inscrição

Após receber autorização da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), a vacina da empresa chinesa Sinovac, que tem como parceiro o Instituto Butantan, começará a ser testada em 20 de julho no Brasil, inicialmente em São Paulo e, depois, em outras cinco unidades da Federação, incluindo o Distrito Federal. A imunização, chamada CoronaVac, é considerada uma das mais promissoras contra o novo coronavírus.

Ao todo, 9 mil profissionais da saúde participarão dos testes, de maneira voluntária. O Butantan ficará responsável por administrar o recrutamento e lançará, ainda esta semana, um aplicativo de smartphone para inscrição. A convocação dos interessados está programada para começar em 13 de julho.

Podem se candidatar médicos, enfermeiros e outros profissionais da saúde que atuam ou atuaram na linha de frente da covid-19, desde que ainda não tenham contraído o vírus. Outra restrição é que o voluntário não deve participar de outros estudos e, sendo mulher, não pode estar grávida nem planejando uma gestação nos próximos três meses. Além disso, há impossibilidade de participarem candidatos com doenças instáveis ou que precisem de medicações que alterem a resposta imune.

Resultado do teste para covid-19 de Bolsonaro é esperado para o meio-dia

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O presidente Jair Bolsonaro informou, ontem, que está com sintomas da covid-19 e que fez um novo exame para detectar se foi infectado pelo novo coronavírus. Segundo o Correio apurou, ele disse a interloculores, ontem à noite, que não sabia do resultado do teste. A previsão é de que a divulgação ocorra hoje, ao meio-dia. Segundo a CNN Brasil, o mandatário teve febre de 38°C e já está tomando hidroxicloroquina e azitromicina de maneira preventiva, embora nenhum dos dois medicamentos tenha eficácia comprovada no combate à doença.

Ao conversar com apoiadores na entrada do Palácio da Alvorada na noite de ontem, Bolsonaro comentou que, além do exame para a covid-19, fez uma ressonância magnética dos pulmões. Os procedimentos foram realizados no Hospital das Forças Armadas (HFA) e na residência oficial. De acordo com o chefe do Executivo, os níveis de oxigenação do sangue dele estão em 96% e “está tudo bem”.

“Eu vim do hospital agora, fiz uma chapa do pulmão, tá limpo o pulmão, tá certo? Vou fazer o exame do covid agora, mas está tudo bem”, frisou o presidente. No contato com os apoiadores, ele disse que não chegaria “muito perto” por se tratar de uma “recomendação para todo mundo”, contudo, antes de se despedir, tirou fotos com o grupo de simpatizantes.

Por conta da suspeita, a família do presidente que vive com ele no Palácio da Alvorada e os funcionários da Presidência que tiveram contato com o chefe do Executivo também terão de se submeter a exames. O comandante do Planalto pode ser considerado um integrante do grupo de pessoas que apresenta risco maior de desenvolver forma grave da doença, por já ter 65 anos.

Negativos

Vários integrantes da equipe dele contraíram o novo coronavírus desde o início da pandemia, mas, até agora, oficialmente, os testes do presidente resultaram negativo. Apesar da pandemia, o mandatário tem negado os perigos da doença e já reduziu a covid-19 a um “resfriadinho” e a uma “gripezinha”. Além disso, ele resiste em manter o distanciamento social e costuma se aproximar das pessoas ao aparecer em público, seja participando de manifestações públicas em seu apoio, seja passeando por Brasília nos fins de semana.

Na última sexta-feira, por exemplo, Bolsonaro fez uma reunião e almoçou com um grupo de 10 empresários, entre eles, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, no Palácio da Alvorada. Em nenhum momento ele e os convidados usaram máscaras, bem como não respeitaram um limite mínimo de distanciamento social.

O mesmo aconteceu no dia seguinte, quando Bolsonaro e outros integrantes do governo federal dispensaram o equipamento de proteção e as recomendações sanitárias durante um almoço na casa do embaixador dos Estados Unidos em Brasília, Todd Chapman, para comemorar os 244 anos da independência americana.

Agenda

Antes de informar à imprensa sobre o quadro febril, Bolsonaro teve muitas reuniões. Seis ministros encontraram o chefe do Executivo: Paulo Guedes (Economia), Walter Braga Netto (Casa Civil), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) e Jorge Oliveira (Secretaria-Geral), além de José Levi Mello, advogado-geral da União. Ele também recebeu, no Palácio do Planalto, o secretário especial de Cultura, Mário Frias.

Às 17h, houve a cerimônia de apresentação do Plano de Contingência para Pessoas com Deficiência e Doenças Raras, com a ministra da Família, Mulher e Direitos Humanos, Damares Alves, e a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, mas o presidente não participou. Ele deixou o Planalto por volta das 17h40 e seguiu para o HFA.

Apesar da suspeita de infecção, está prevista para hoje à tarde uma audiência entre Bolsonaro e Ramos. De todo modo, parte da agenda presidencial desta semana foi cancelada, como a reunião ministerial que ocorreria hoje de manhã no Palácio da Alvorada.