Latam e Azul iniciam operações de voos compartilhados

Além de aumentar a oferta de rotas, o codeshare diminui as chances dos assentos desocupados

Teve início hoje (17) a operação das aéreas Latam e Azul que passam a vender assentos para o mesmo voo. Os clientes podem comprar uma passagem em uma empresa, mas embarcar no avião da outra. A prática, conhecida como codeshare, é comum no setor e não afeta a autonomia das empresas.

O codeshare diminui as chances de um avião levantar voo com muitos assentos desocupados, além de aumentar a oferta de rotas para os clientes das empresas envolvidas. No caso da Latam e da Azul, o acordo de codeshare envolve 64 rotas domésticas. Voos para Fernando de Noronha (PE), Petrolina (PE) e Juazeiro do Norte (CE), por exemplo, serão vendidos pelas duas empresas.

“Estamos ampliando as opções de viagem aos nossos clientes e chegando a importantes capitais regionais do Brasil”, disse o CEO da Latam Brasil, Jerome Cadier. O acordo foi fechado em julho.

“Esses acordos trarão benefícios incomparáveis para os clientes. Com a malha aérea altamente conectada da Azul que atende a muitos destinos no Brasil e com os hubs da Latam, nossa complementaridade de frota e de voos oferecerão aos clientes a mais ampla variedade de opções de viagem”, disse John Rodgerson, CEO da Azul, na época do fechamento do acordo.

Entram no acordo 35 rotas operadas pela Azul, e a Latam incluiu 29 rotas, incluindo Brasília – Porto Velho e São Paulo – Manaus.

Programas de fidelidade

Segundo as empresas, os programas de pontos e fidelidade não serão afetados. Se o voo for comprado em uma aérea e o voo operado por outra, o cliente poderá escolher em qual programa de fidelidade pontuar. Mas quando o voo for vendido e operado pela mesma companhia aérea, o cliente não poderá pontuar na companhia aérea parceira. (Agência Brasil)

Bolsonaro nega saída de Guedes: ”Chegamos juntos e sairemos juntos”

Bolsonaro (sem partido) negou, por meio das redes sociais, uma eventual saída de Guedes

Após reunião na tarde desta segunda-feira (17/8) com o ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) negou, por meio das redes sociais, uma eventual saída do comandante da pasta.

 “Chegamos juntos (Paulo Guedes) e saíremos juntos”, escreveu Bolsonaro. Havia a especulação de que Bolsonaro tirasse Guedes do governo por conta da queda de braço entre o ministro e a área desenvolvimentista que não chegaram a um consenso sobre o teto de gastos. Enquanto Guedes defende a manutenção da regra, outros setores pressionam Bolsonaro para mudanças no teto que possibilitem a utilização de mais recursos públicos para o investimento em novas obras.

A publicação é acompanhada de um vídeo, onde o presidente concede entrevista ao jornalista Leandro Magalhães, da CNN Brasil. O chefe do Executivo completou que “Paulo Guedes é aliado de primeira hora” e que “a saída de Guedes nunca foi cogitada”. Bolsonaro reforçou ainda que a possibilidade do governo furar o teto de gastos é “zero” e que existem outras possibilidades como privatizações ou remanejamento de recursos.

“O teto está mantido. Não será sonhado em furar o teto. O governo tem prioridade na questão da responsabilidade fiscal. Vamos procurar recursos. Há várias alternativas. Privatização, possibilidade de remanejamento de recursos de fundos”, defendeu.

No entanto, Bolsonaro pediu a Guedes para buscar mais recursos para assegurar investimentos em obras e programas que o governo pretende tocar. Em entrevista no final da noite desta segunda, Guedes disse que considera “absolutamente natural” um governo querer fazer obras públicas.

“É inteiramente natural, o presidente da República com 60 milhões de votos querer fazer uma ponte no rio Xingu. Está certo. Tem que caber isso no orçamento público. Ele quer levar água para o Nordeste. Está certo também. Mas esse recurso tem que vir de algum lugar. A escolha dessa decisão e onde sai esse recurso que é o contexto da política”, explicou.

Guedes também afirmou que há confiança mútua entre ele e Bolsonaro. “Existe muita confiança do presidente em mim e existe muita confiança minha no presidente. Eu não tive ainda nenhum ato que me sugerisse que eu não devesse confiar no presidente”, declarou. Para dar um exemplo dessa confiança, Guedes lembrou que “nos momentos decisivos, que já aconteceram duas ou três vezes” o presidente Bolsonaro apoiou a sua agenda liberal e de ajuste fiscal. “Nos momentos decisivos, ele me apoiou. Aconteceu agora, dois meses atrás. Houve o veto, porque não poderia deixar o dinheiro da crise virar aumento de salário”, concluiu.

Após Centrão, Bolsonaro busca atrair MDB e garantir controle do Congresso

Convite de Bolsonaro a Temer para missão no Líbano foi vista como uma aproximação com o MDB

O presidente Jair Bolsonaro deve encontrar dificuldades, pelo menos por enquanto, para atrair o apoio do MDB na disputa pelo comando da Câmara dos Deputados a partir de 2021. O partido tem sinalizado, diante de alguns gestos de aproximação do presidente, que pretende manter a linha independente que o levou a se desligar do Centrão, bloco parlamentar que ocupa cada vez mais espaço no governo.

A iniciativa de Bolsonaro de convidar o ex-presidente Michel Temer (MDB) para liderar a missão humanitária brasileira no Líbano foi vista, no meio político, como uma tentativa de aproximação com o MDB. Além do convite, o presidente viajou a São Paulo para participar da solenidade de partida da missão e trocou afagos com Temer e o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o emedebista Paulo Skaf.

Também foi interpretada como um flerte de Bolsonaro a escolha do deputado Ricardo Barros (PP-PR), do Centrão e ex-ministro da Saúde de Temer, como novo líder do governo na Câmara. O ex-presidente, mesmo com o desgaste da prisão no processo do decreto dos portos, ainda exerce certa influência no MDB.

A primeira resposta ao gesto de Bolsonaro partiu do presidente do partido, deputado Baleia Rossi (SP), que tentou se antecipar a qualquer interpretação equivocada. “Sucesso ao presidente Temer na missão no Líbano, que é 100% de caráter humanitário e zero por cento de caráter político-partidário. O Líbano é uma nação irmã e merece nossa solidariedade e nossa prece”, tuitou o parlamentar.

Baleia Rossi, autor da principal proposta de reforma tributária em discussão na Câmara, é o nome preferido do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para sucedê-lo no cargo nas eleições de fevereiro de 2021. Com o aval de Maia, o MDB e o DEM anunciaram, no fim de julho, o desligamento do Centrão para formar um bloco independente com o PSDB.

O compromisso com a independência da Câmara em relação ao governo é um dos principais pré-requisitos exigidos de um postulante à presidência da Casa. O movimento do MDB e do DEM enfraqueceu o poder de articulação do deputado Arthur Lira (AL), líder do PP e do Centrão e nome preferido do Planalto para a disputa pela sucessão de Maia. Muito próximo de Bolsonaro, Lira tem atuado como líder informal do governo na Câmara e participado de todas as negociações de cargos para o Centrão na administração federal.

No vaivém da política, a ofensiva do Planalto é um novo caminho que se abre para o MDB, mas ainda não se vê, pelo menos até agora, qualquer sinal de mudança de rumo na sigla. A única certeza é de que o partido, dono de uma bancada de 35 deputados federais, virou objeto de uma disputa que está apenas começando.

O deputado Alceu Moreira (MDB-RS) elogiou os gestos de aproximação de Bolsonaro, afirmando que a boa relação entre os Poderes é sempre bem-vinda, principalmente na crise atual. Porém, o parlamentar reforçou que o partido segue firme com o propósito de manter independência em relação ao Planalto. Esse posicionamento quebra uma longa tradição do MDB, conhecido por negociar, durante os últimos governos, cargos federais em troca de apoio no Congresso.

Moreira explicou que o partido, ao lado do DEM, decidiu abandonar o Centrão para ter protagonismo em discussões importantes na Câmara. “Se continuássemos no Centrão, não teríamos esse protagonismo. Mas isso não significa que saímos do Centrão para sermos contra o governo. Nós queremos ter independência”, declarou o parlamentar, destacando o compromisso do partido com as reformas. Segundo ele, dentro do partido, o convite de Bolsonaro a Temer foi visto como um “gesto de carinho e respeito”.

“Na questão do Michel Temer, o próprio Bolsonaro percebe que grande parte da evolução da economia nasceu naquelas reformas feitas pelo presidente Temer. Eu acho que esse foi um gesto de grande elegância e inteligência. Primeiro, o presidente Temer é libanês, e ele, Bolsonaro, aproveitou e pegou um ex-presidente e fez isso. Para nós do MDB, não tenha dúvida, foi um gesto de carinho, de respeito”, disse Moreira.

Já o deputado Celso Maldaner (MDB-SC), diferentemente da maioria dos seus correligionários, admitiu que toda essa movimentação tem como pano de fundo a disputa pelo comando da Câmara. “É claro que a saída do MDB e do DEM do Centrão tem muito a ver com a sucessão na Câmara. Com certeza, vai refletir na sucessão do próximo presidente da Casa”, previu o parlamentar.

Maldaner também reafirmou a independência da legenda em relação ao Executivo. “Eu, como presidente do MDB estadual, e também como deputado federal, defendo essa decisão que foi tomada por unanimidade, e aqui vai o nosso reconhecimento ao espaço democrático aberto por nosso líder Baleia Rossi, nosso presidente nacional. Ele respeita as decisões, ouve toda a bancada, e foi uma decisão tomada por unanimidade, de independência em relação ao Executivo”, disse Maldaner. “Mas, em tudo o que for bom para o Brasil, o Bolsonaro pode contar com o apoio do MDB.”

A disputa pelo comando da Câmara foi antecipada com a decisão de Bolsonaro de articular uma base parlamentar de apoio para isolar Rodrigo Maia, visto como um adversário. Em abril deste ano, o presidente, acuado por dezenas de pedidos de impeachment na Câmara e por investigações no Supremo Tribunal Federal (STF), acabou se rendendo a práticas que ele chamava de “velha política”, como a oferta de cargos em troca de apoio no Congresso. Na semana passada, a escolha do deputado Ricardo Barros como novo líder na Câmara ampliou ainda mais o espaço do Centrão no governo, após o bloco parlamentar ter assumido cargos bastante cobiçados na administração federal.

Operação Lei Seca é realizado em São Luís neste final de semana

Foi realizado neste final de semana ações da Operação Lei Seca nas avenidas dos Holandeses e Daniel de La Touche, respectivamente. O objetivo da operação, realizada pelo Departamento Estadual de Trânsito do Maranhão (Detran-MA), em parceria com a Polícia Militar do Maranhão (PMMA), por meio do Batalhão da Polícia Militar Rodoviária (BPRV), é reduzir o número de acidentes na capital.  

De acordo com dados da Divisão de Estatística do Detran-MA, durante as duas ações realizadas no final de semana, foram abordados 198 veículos e realizados 184 testes com o etilômetro. Houve 14 casos de recusa ao teste, e 12 autos foram lavrados a condutores que dirigiam sob o efeito de álcool. Outras autuações: 51.

Na operação de sábado (15), realizada na Avenida dos Holandeses, foram abordados 92 veículos e realizados 81 testes com o etilômetro. Houve 11 casos de recusa ao teste; 5 condutores autuados por dirigirem sob efeito de álcool; 1 por dirigir o veículo sem habilitação; 1 por apresentar documento diferente da categoria da sua habilitação; 1 por dirigir veículo sem placa e 1 por conduzir sem documentação. Total de autuações: 20.

Já na ação realizada no domingo (16), na Avenida Daniel de La Touche, 106 veículos foram abordados e realizados 103 testes do etilômetro. Houve 3 recusas do teste; 7 condutores autuados por dirigir sob o efeito de álcool; 2 por conduzirem veículos com descarga livre; 3 condutores sem documentação; 1 condutor por estar com calçado impróprio; 10 por dirigirem sem habilitação; 1 por estar com a CNH suspensa ou cassada; 2 por dirigirem veículos sem equipamento obrigatório e 2 por dirigirem ameaçando demais veículos. Total de autuações: 31.

O educador de trânsito do Detran-MA, Jimison César Moreira, que coordenou as ações, destacou importância das blitzen na garantia de um trânsito mais seguro. “A Lei Seca é uma medida de segurança que o Detran-MA e a Polícia Militar executam de forma permanente, para tornar o trânsito mais seguro e diminuir os números de acidentes graves causados, principalmente, por condutores que dirigem sob efeito de álcool”, explicou.

As Operações da Lei Seca, realizadas pelo Detran-MA e BPRV, têm a participação da Coordenadoria de Educação para o Trânsito, e neste período de pandemia, seguem todos os protocolos de segurança sanitária. Os servidores do Detran-MA e os policiais que participam das blitzen usam máscara de proteção, têm acesso a álcool em gel e respeitam o distanciamento social.

Sobre a recusa

As ações da Operação Lei Seca têm sido fundamentais na prevenção dos acidentes de trânsito. De acordo com Art. 265ª, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o condutor que for abordado na fiscalização, apresentando ou não sinais de embriaguez, e se recuse a fazer o teste do etilômetro, comete infração gravíssima e está sujeito à multa de até R$ 2.934,70, além do recolhimento da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), que pode ser suspensa por até um ano e o veículo retido até que outro condutor habilitado se apresente. Em caso de reincidência, o condutor terá que pagar o valor dobrado da multa.

Outras ações preventivas

Além das ações da Operação Lei Seca, o Detran-MA também promove a Operação Posto Seguro, uma iniciativa do órgão que, juntamente com Procon-MA, Vigilância Sanitária, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, tem realizado fiscalizações em bares, restaurantes e postos de combustível, para coibir o consumo de álcool por condutores e a formação de aglomerações que favoreçam o contágio da Covid-19. (Fonte: Detran-MA)

Jair Bolsonaro de olho nos passos de Sérgio Moro

Mesmo sem ter Sergio Moro por perto há quase quatro meses, o presidente Jair Bolsonaro acompanha com interesse o que acontece com o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, sobretudo as derrotas dele no Judiciário. Pensando em 2022, o chefe do Executivo entende que só tem a ganhar com os tropeços do antigo aliado, principalmente porque o ex-juiz é tido como um dos seus principais adversários para as próximas eleições. Dessa forma, o objetivo do Palácio do Planalto é fazer de tudo para inviabilizar a candidatura do ex-ministro.

A jogada do governo começou desde que Moro pediu demissão, no fim de abril. Segundo fontes palacianas, o Executivo tem mapeado os grupos que não toleram o ex-ministro, um deles, composto por integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). Para Bolsonaro, a principal demonstração disso aconteceu na semana passada, quando a Segunda Turma da Corte decidiu retirar a delação do ex-ministro Antonio Palocci de uma ação que corre na Justiça contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por apontar parcialidade de Moro à época em que era juiz federal.

Mirando a reeleição, o núcleo mais próximo de Bolsonaro diz que o presidente está disposto a desgastar ao máximo a imagem de Moro e até da Lava-Jato, mesmo que o enfraquecimento do ex-ministro e da operação signifique a volta de Lula para o cenário político.

Na visão do mandatário, de acordo com aliados, seria até interessante o STF levantar a possibilidade de candidatura do petista com base em possíveis erros de Moro. Bolsonaro entende que pode sair fortalecido diante de uma eventual polarização do ex-ministro com o PT. Isso poderia trazer de volta para o seu colo os eleitores que se arrependeram de ter votado nele, mas não votam no PT de forma alguma.

O STF deu outra sinalização contra Moro que também agradou ao Planalto. No fim de julho, ao defender mudanças na legislação que trata sobre quarentena política a juízes que queiram se candidatar a cargos políticos, o presidente da Corte, Dias Toffoli, disse ser a favor de que o atual prazo de seis meses possa ser ampliado para oito anos. “Assim se evitaria de utilização da magistratura e do poder imparcial do juiz para fazer demagogia, aparecer para a opinião pública e depois se fazer candidato. Quem quer ser candidato, tem de deixar a magistratura, tem de deixar o Ministério Público. E há que haver um período de inelegibilidade, sim”, afirmou o magistrado, na ocasião, durante sessão no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Caso as regras sejam alteradas e consigam atingir Moro, tirando-o da corrida presidencial, o caminho de Bolsonaro para a reeleição estaria pavimentado. Mesmo considerando a possibilidade de Lula concorrer em 2022, dizem assessores, o presidente seria o favorito, visto que nenhum nome da direita seria capaz de bater de frente com ele.

Diante disso, Bolsonaro está certo de que Moro é o único candidato que pode lhe roubar votos. A rivalidade entre os dois tem sido cada vez maior desde a conturbada saída dele do governo. Ambos trocaram farpas em diferentes ocasiões. A discussão mais recente aconteceu durante o último fim de semana, quando o Brasil ultrapassou a marca de 100 mil mortos pela covid-19. Depois de o ex-ministro criticar a forma como o chefe do Executivo tem administrado a pandemia, o perfil oficial da Secretaria de Comunicação do governo rebateu a postagem, e Bolsonaro compartilhou uma das publicações feitas pela assessoria.(Agência Correio)

Congresso começa a discutir regras para distribuir lotes da vacina contra o Convid-19

O Congresso quer garantir priorização dos grupos de risco, como idosos, diabéticos, hipertensos, etc

Com o avanço das testagens de vacinas contra a covid-19, o Congresso começa a discutir propostas para regulamentar a distribuição dos lotes, assunto que também está em debate no Ministério da Saúde. Projetos de lei tratam da prioridade da imunização e da obrigatoriedade de que planos e saúde cubram a imunização dos segurados. Algumas vacinas em desenvolvimento, como a de Oxford, podem ficar prontas para distribuição ainda neste ano ou no início de 2021.

A imunização deverá vir acompanhada de grande concorrência interna, “em uma disputa entre governos estaduais e municipais, além de entidades privadas”, aponta o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), no Projeto de Lei 4.023/2020, no qual propõe que pessoas mais vulneráveis sejam as primeiras a receber a vacina. O ideal, segundo ele, é garantir priorização dos grupos de risco, como idosos, diabéticos, hipertensos, entre outros.

O texto proposto pelo senador muda a lei que trata de medidas de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus para inserir critérios técnicos, “de acordo com estatísticas e indicadores demográficos, epidemiológicos e sanitários”, explica. Vieira sugere que a distribuição leve em conta o percentual da população que já está imunizada, além do número de casos, óbitos e hospitalizações. A capacidade da rede de saúde e o potencial de disseminação da doença na região também devem ser considerados.

O deputado Wolney Queiroz (PDT-PE) sugeriu um PL (3982/ 2020) com o mesmo tema, na Câmara. Na proposta dele, primeiro seriam vacinados profissionais da saúde. Em seguida, idosos com mais de 60 anos, pessoas com comorbidades, profissionais da educação, pessoas que trabalhem com atendimento ao público e jornalistas. Depois, viriam as pessoas saudáveis com menos de 60 anos. O projeto do deputado, porém, não especifica as regiões prioritárias.

Planos de saúde

O Congresso também deve discutir se a vacinação precisará ser coberta pelos planos de saúde. A senadora Kátia Abreu (PP-TO) propõe, no PL 3.987/2020, que a cobertura seja obrigatória. Além de beneficiar os 47,1 milhões de brasileiros assistidos pela saúde suplementar, a medida “trará benefícios indiretos às operadoras, que evitarão os enormes custos associados ao tratamento de seus beneficiários acometidos pelas formas graves da covid-19”, argumenta, no texto.

O projeto cria uma regra permanente para outras eventuais epidemias. “Sempre que a autoridade sanitária declarar emergência de saúde pública de importância nacional ou internacional, a vacinação eventualmente disponível contra a doença em questão terá cobertura obrigatória pelos planos de saúde”, resume a senadora. (Agência Correio)

Parceria para a criação do Plano Nacional de Qualificação do Turismo

Reunião entre o secretário de Turismo, Catulé Junior, e os professores do curso de turismo da UFMA

Diagnosticar a necessidade de qualificação para o público relacionado a cadeia produtiva do turismo, esse foi o principal tema tratado em reunião na tarde desta sexta-feira (07/08), entre a UFMA e a Setur. A parceria firmada orientará a implantação da política nacional de qualificação.

Na primeira fase, serão feitas visitas aos municípios que fazem parte das rotas estratégicas como a Rota das Emoções das quais fazem parte os municípios maranhenses de São Luís, Barreirinhas, Paulino Neves, Araioses, Tutóia e Santo Amaro.

E em março de 2021 será possível identificar quais as ofertas e quais as demandas de qualificação existem nas 30 rotas contempladas pelo Programa Investe Turismo. No Maranhão, a ação está sobre a coordenação da UFMA com os professores do curso de turismo, David Bolças, David Andrade e Anderson Miranda, além de parcerias com diversas entidades.

O secretário de Estado do Turismo, Catulé Júnior, falou sobre o trabalho desenvolvido na Setur no campo das capacitações. “Temos um portfólio de cursos oferecidos ao trade nos nossos polos turísticos, agora complementados pela plataforma EAD, com quase 5 mil qualificados de 2019 até 2020. Queremos usar essa expertise para contribuir com esse diagnóstico, adequar e melhorar o conteúdo oferecido aos profissionais do turismo”, pontuou o secretário.

Maranhão vai ampliar distribuição gratuita de máscaras

Já foram confeccionadas 1.814.842 máscaras de proteção por internos do sistema prisional do MA

Desde o início da pandemia até o mês de agosto, o Maranhão já confeccionou para distribuição gratuita 2.241.342 de máscaras de tecido ou de TNT (tecido não-tecido), equipamento que diminui as chances de pessoas infectadas espalharem o novo coronavírus. E que protege quem não está contaminado.

O número corresponde à soma de unidades produzidas pelo projeto de confecção de máscaras do Complexo Penitenciário São Luís e o trabalho dos mais de 800 profissionais da costura cadastrados no edital Todos Juntos Contra a Covid-19, programa conduzido pela Empresa Maranhão Parcerias (MAPA).

Apesar do Maranhão possuir uma das menores taxas de contágio do coronavírus, com queda no número de óbitos pela doença, a produção de máscaras deve ser alificada nos próximos dias. Isso porque o Estado acaba de receber R$ 5 milhões em doação da Open Society Foundations para estruturar ações de combate ao vírus. Parte desse recurso deverá ser utilizada em novo edital para confecção e distribuição gratuita de novas máscaras de proteção.

O novo edital ainda está sendo estruturado e deve ser lançado por meio de convênio entre a Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh) e a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social (Sedes).

Ação assistencial

Até a última terça-feira (4), a MAPA já havia distribuído 294 mil máscaras na Ilha de São Luís e mais 132,5 mil na Região Tocantina. Já a Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP) informa que já foram confeccionadas 1.814.842 máscaras de proteção por internos do sistema prisional do Maranhão. Sendo que destas, 1.200.000 serão doadas a alunos e profissionais da rede pública de ensino.

Ainda de acordo com a SEAP, desde abril, mais de 300 custodiados do sistema prisional do Maranhão trabalham na confecção de máscaras de proteção. O trabalho acontece nas cinco malharias instaladas no Complexo Penitenciário de São Luís.

Usuário terá aplicativo e postos para recarregar cartão de transporte

Agora ficou mais fácil para o usuário de transporte público coletivo de São Luís, fazer recarga do cartão de passagem. Com a Lei n°6.736/2020, de autoria da vereadora Concita Pinto (PCdoB), o usuário terá um aplicativo para recarregar o seu cartão, além da criação de postos de recargas em locais estratégicos da cidade.

O aplicativo ainda deverá disponibilizar o pagamento, por meio de cartão de crédito, cartão de débito, plataformas online e outros meios, eventualmente disponibilizados, a fim de se adequar à atual realidade social.

 “Com esse sistema de recarga e consulta de saldo do cartão de Vale-Transporte e Cartões de Meia Passagem online, por meio do aplicativo, junto às empresas de ônibus que operam na cidade, facilitará a utilização do transporte público coletivo”, esclarece a vereadora. (Secom Câmara)

Reabertura de cinemas em São Luís em debate

Empresario e Governo avaliam como o setor deve retomar as atividades depois da crise de saúde

Empresários do ramo de salas de cinemas discutiram com secretário de Estado de Indústria, Comércio e Energia (Seinc), Simplício Araújo, a retomada das exibições em São Luís. Participaram da reunião representantes do Kinoplex (Golden Shopping), Cinépolis (Shopping São Luís), Cinesystem (Shopping Rio Anil), Kinoplex UCI (Shopping da Ilha), Centeplex (Pátio Shopping Norte), Moviecom (Shopping Passeio) e a Federação de Exibidores do Brasil.

Durante a reunião, realizada de forma virtual, o secretário ressaltou os esforços do Governo para garantir saúde à população durante a pandemia da Covid-19, e a elaboração dos protocolos sanitários que estão refletindo na estabilização de casos da doença no Maranhão.

“Estamos dialogando com diversos segmentos e, hoje, debatemos com esse importante setor. Nos próximos dias, vamos visitar as salas e debater protocolos sanitários para o segmento”, pontuou o secretário.